DEUS ME DÁ SEGURANÇA
O Deus que liberta é meu Deus
e nada temo nem de dia nem de noite,
porque Ele orienta minha vida.
Do trono Ele derruba os impérios
e com apenas seu olhar
reacende a brasa no coração aflito.
Só os simples verão seu rosto,
longe seus olhos
da lama que no pântano apodrece.
No Senhor confio e Nele espero,
porque está tão próximo dos meus lábios
como a mãe da criança que amamenta.
Presente nos livros sagrados de todos os povos,
ali onde vou Deus já está
e no lugar que deixo Ele fica.
Referência:
GABRIEL, Paulo. Em desnuda oração: salmos de rua. São Paulo: Paulinas, 2010. pág. 24.

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGostaria muito de saber, se, estep poema é seu?
ResponderExcluirTenho no coração espuma e caos.
A fogo lento teci todas as fibras
Feito carne humana que se entrega
Coração inquieto!
Dói sempre
Será amor?
Porque carrego nos muros do meu corpo
As paixões mais antigas.
E se ando a pé e piso na brasa
É porque arde nos meus olhos a saudade.
Alimentar de luz as bocas peregrinas
É isso que persigo no poema.
Busco a incerteza, a luta
A brisa que passa e nada exige
Apenas beija.
Porque eu sou de um tempo
Em que viver significa sujar o rosto cada dia
Na lama podre de uma historia morta
E avançar na noite escura
Sem nenhuma estrela no horizonte
Capaz de garantir-nos a esperança.
(Paulo Gabriel)